sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O nascimento da astronomia

Astronomia, que etimologicamente significa "lei das estrelas" com origem grego: (άστρο + νόμος)povos que acreditavam existir um ensinamento vindo das estrelas, é hoje uma ciênciaque se abre num leque de categorias complementares aos interesses da geografia, da física, da matemática e da biologia. Envolve diversas observações procurando respostas aos fenômenos físicos que ocorrem dentro e fora da Terra bem como em sua atmosfera e estuda as origens, evolução e propriedades físicas e químicas de todos os objectos que podem ser observados no céu (e estão além da Terra), bem como todos os processos que os envolvem.Observações astronômicas não são relevantes apenas para a astronomia, mas também fornecem informações essenciais para a verificação de teorias fundamentais da física, tais como a teoria da relatividade geral.
A origem da astronomia se baseia na antiga ciência, hoje considerada pseudociênciaastrologia, praticada desde tempos remotos. Todos os povos desenvolveram, ao observar o céu, um ou outro tipo de calendário, para medir a posição dos astros em função das variações do clima no decorrer do ano. A função primordial destes calendários era prever eventos cíclicos dos quais dependia a sobrevivência humana, como a chegada das chuvasou do frio. Esse conhecimento empírico foi a base de classificações variadas dos corpos celestes. As primeiras idéias de constelação surgiram da necessidade de memorizar o cenário de fundo e assim acompanhar o movimento dos planetas atravessarem esse quadro de referência fixo.
A Astronomia é uma das poucas ciências onde observadores independentes possuem um papel ativo, especialmente na descoberta e monitoração de fenômenos temporários. Muito embora seja a sua origem, a astronomia não deve ser confundida com Astrologia, o segmento de um estudo teórico que associava os fenômenos celestes com as coisas na terra (marés) , mas que apresenta falho ao generalizar o comportamento e o destino da humanidade com as estrelas e planetas. Embora os dois casos compartilhem uma origem comum, seus segmentos hoje são bastante diferentes; a astronomia incorpora o método científico e associa observações científicas extraterrestres para confirmar algumas teorias terrenas (o hélio foi descoberto assim), enquanto a única base científica da astrologia foi correlacionar a posição dos principais astros da abóboda celeste (como o Sol e a Lua) com alguns fenômenos terrestres, como o movimento das marés, o clima ou a alternância de estações.

A contribuição da astronomia
A Astronomia teve papel fundamental na organização do tempo e do espaço explorados pela humanidade. Forneceu as ferramentas conceituais para a astronáutica, para a análise espectral da luz, para a fusão nuclear, para a procura de partículas elementares, além disso, ela nos dá a oportunidade de nos preparar para enfrentar possíveis impactos de asteróides, cometas e etc. que possivelmente venham a ameaçar a vida na Terra. Tem profundo impacto no conhecimento e é uma das mais refinadas expressões do intelecto humano.



                              (384-322 a.C.)

  Considerado por muitos como o maior filósofo de todos os tempos. Filho de Nicômaco, médico de Amintas, rei da Macedônia, nasceu em Estagira, colônia grega da Trácia, no litoral setentrional do mar Egeu, em 384 a.C. Seus pensamentos filosóficos e idéias sobre a humanidade tem influências significativas na educação e pensamento ocidental contemporâneo. Aristóteles é considerado o criador do pensamento lógico. Suas obras influenciaram também na teologia medieval da cristandade.
  Embrenhou-se em todos os conhecimentos de seu tempo - Lógica, Matemática, Física, Metafísica, Moral, Política, Retórica e Poética. 

Em 343 foi convidado pelo Rei Filipe para a corte de Macedônia, como preceptor do Príncipe Alexandre, então jovem de treze anos. 
Quando Alexandre subiu ao trono (335), Aristóteles regressou a Atenas, onde criou a sua própria escola, o Liceu. Foi-lhe dado este nome porque estava situada junto ao templo dedicado a Apolo Liceano. Os estudos concentravam-se sobre o que hoje poderíamos denominar "ciências naturais", ao contrário da Academia, onde era dada grande importância à geometria.  O liceu era um verdadeiro centro de investigação, apoiado por Alexandre. Nele, Aristóteles e os seus discípulos recolhiam informações acerca de tudo, organizando pesquisas filosóficas e científicas em alta escala e reuniram vasto material referente a todo o conhecimento da época. 
Aristóteles escreveu um grande número de obras para o público não iniciado na filosofia, sob a forma de diálogos, à semelhança do seu mestre Platão. Contudo nenhum chegou até nós. As únicas "obras" que sobreviveram são constituídas pelos seus apontamentos que escreveu para as suas aulas no Liceu. No século I a.C. foram os mesmos organizados por Andrónico de Rodes.


    Ptolomeu
..

Ptolomeu nasceu na cidade de Ptolomais, à  beira do rio Nilo, 200 anos DC.
Ele foi o último astrólogo. Não era parente dos reis do Egito com o mesmo nome.
Ele defendeu o mundo geocêntrico (a Terra  como centro do universo) que foi assim
considerada por  1500 anos!
Isso mostra que muitas cabeças inteligentes podem ficar completamente erradas por
séculos. Todos eles acreditavam que os planetas giravam em círculos perfeitos ao redor
da Terra.
Os astrólogos de hoje não sabem nada sobre precessão dos equinócios (o eixo da Terra
 gira num círculo de 360º durante 23000 anos) mas Ptolomeu sabia. Eles não sabiam
nada sobre galáxias, pulsares, aglomerações, buracos negros, etc. Tudo isso foi
descoberto depois, mas Ptolomeu era um observador e não um astrólogo de cadeira.
 Ele deu nomes às estrelas, fez uma lista delas, previu  os eclipses - mas com um
 pequeno erro, que ele simplesmente falsificou depois (o que nos é muito familiar).
 Ele acreditava que a Terra era o centro do universo e os planetas giravam ao redor dela.
A distância dos planetas à Terra  não poderia ser muito grande, senão  a velocidade
desse círculo que gira  precisaria ser enorme para os planetas aparecerem e desaparecerem a
cada 24 horas.
  Mas nessa época já se sabia a distância do sol e da lua através da
  paralaxe. Então o único jeito era diminuir o  raio do círculo!  Simples!
  1500 anos depois,  Johannes Kepler escreveu: Deus fornece para cada espécie seu
  meio de  sobrevivência, para os astrônomos ele forneceu a astrologia.
  No tempo de Homero o mundo terminava no Mediterrâneo. Ptolomeu e Eratóstenes
  extenderam-no muito, mas sempre NÓS fomos o centro do universo.
  Depois de muito tempo, Copérnico estabeleceu o  mundo Heliocêntrico, mais tarde a
  nossa galáxia é que foi considerada como o centro. Hoje sabemos que não tem
  centro nenhum.
  Cada vez que nosso conhecimento aumenta, nós  nos tornamos mais conscientes da
  nossa quase insignificância.
  Ptolomeu, mesmo errando em muitas coisas, contribuiu muito para incentivar  os que
  vieram depois dele, que também erraram, mas também serviram  de degrau  para se
  ficar mais e mais perto da verdade.

Nicolau Copérnico

JOSÉ ROBERTO V. COSTA
O Universo é tudo para nós
Nicolau Copérnico (1473-1543)
Nicolau Copérnico (Nikolas Kopperlingk)nasceu em Thorn, na Polônia, em 19 de fevereiro de 1473. Era filho de um próspero comerciante também chamado Nicolau e de Bárbara, irmã do cônego e depois bispo polonês Lucas Wacsenrode. Seu pai morre quando tinha somente 10 anos de idade, e Copérnico vai morar com o tio. Aos 19 anos ingressa na Universidade de Cracóvia, famosa na época pelos currículos de Astronomia, Matemática e Filosofia. Em 1496 se recusa a ser nomeado cônego de Frauemburg, onde seu tio era bispo, e viaja para a Itália, onde ingressa nas Universidades de Bolonha e Ferrara para cursar Direito e Medicina. Costumava trabalhar sozinho, observando o céu a olho nu (a luneta astronômica só seria inventada um século mais tarde). Em 1530, já se dedicando inteiramente a Astronomia, termina sua grande obra, De revolutionibus orbium coelestium (Sobre as revoluções das esferas celestes), onde afirma que a Terra gira em torno de seu próprio eixo uma vez por dia e viaja ao redor do Sol uma vez por ano. Nascia assim o sistema heliocêntrico, uma idéia fantástica para a época. No tempo de Copérnico, papas, imperadores e o povo em geral tinham como certo que a Terra estava absolutamente parada no centro do Universo, e ao nosso redor desfilavam todos os corpos celestes. Também não eram poucos os que acreditavam que a Terra era chata. E desafiar tais crenças poderia ser considerado heresia.
Sobre as esferas De revolutionibus orbium coelestium foi publicada somente 30 anos após ser escrita, no ano da morte do próprio Copérnico, que nunca tomou conhecimento da grande controvérsia que havia ajudado a criar. Conta a história que ele faleceu uma hora depois de por as mãos no primeiro exemplar de seu livro, em 24 de maio de 1543.
O ORGULHO humano sofreu um DURO GOLPE com o sistema de Copérnico
O sistema de Copérnico, embora revolucionário para a época, também sofria sérias imperfeições. Uma delas era supor as órbitas dos planetas rigorosamente circulares. Sem dúvida, seu grande mérito foi a defesa e desenvolvimento do heliocêntrismo durante boa parte da vida. Entre os ferozes opositores estavam tanto os doutores da Igreja Católica quanto ardorosos reformadores protestantes, como Lutero e Calvino.
Capa de De revolutionibus...
O orgulho humano sofreu um duro golpe com o sistema de Copérnico, e mesmo anos após sua morte, durante o processo de condenação a Galileu em 1616, a Igreja colocou a obra de Copérnico na lista dos escritos proibidos, condição a qual permaneceu até o ano de 1835, ainda que cento e cinqüenta anos antes já tivesse sido reconhecida como verdadeira. Pelos dogmas religiosos da época, se Deus havia criado a Terra e o Homem para povoá-la, sendo a criatura imagem do Criador, seríamos portanto superior as demais criaturas. O Universo existia apenas para que o contemplássemos. O Filho de Deus estava no centro do cosmos, no centro de todas as coisas.
Alicerce do pensamento NA VERDADE NOSSO PLANETA SE MOVE em torno de uma estrela anã que está na periferia da galáxia – uma entre bilhões de outras ilhas de estrelas do cosmos. A Terra surgiu há 4,6 bilhões de anos e nossa espécie começou a evoluir há menos de 2 milhões de anos, tendo sido sendo precedida de muitas outras. A grande sabedoria está em conceber nosso íntimo parentesco com todos os outros seres deste mundo e na humildade de aceitar que Universo vai continuar depois de nós. A obra de Copérnico foi o alicerce no qual se apoiaram outros grandes pensadores da humanidade, como Galileu, Kepler, Newton e mais recentemente Albert Einstein.
Reprodução
Kepler viveu numa época de intolerância religiosa
Johannes Kepler nasceu em Weil der Stadt, Württemberg, atual Alemanha, a 27 de dezembro de 1571, e morreu em Ratisbona, também na Alemanha, a 15 de novembro de 1630. Graduou-se pela Universidade de Tübingen. Professor de matemática na Universidade de Graz, foi forçado a deixar a cidade em 1600, para fugir à perseguição dos protestantes. Radicou-se, então, na cidade de Praga, tornando-se assistente de Tycho Brahe, a quem sucedeu como astrônomo e matemático da corte de Rodolfo 2º. Em 1612 foi nomeado professor de matemática em Linz. Seu interesse pela astronomia surgiu em Tübingen. De formação religiosa, pretendia tornar-se pastor protestante, mas acabou aceitando a cadeira de matemática em Graz, fato que, mais tarde, ele atribuiria à providência divina.

Órbitas elípticas

Apesar de suas convicções cristãs, inclina-se desde o início para as idéias deCopérnico, aderindo ao sistema heliocêntrico do universo, em contraposição à teoria oficial da Terra como centro imóvel do cosmo. Suas observações levam-no a convencer-se da existência de uma força que conserva os planetas em suas órbitas ao redor do Sol. É o que procura provar em sua obra Primeiras dissertações matemáticas sobre o mistério do cosmo, de 1596. Esse trabalho chama a atenção para seu autor, que passa a corresponder-se com os mais eminentes astrônomos da época, como Tycho Brahe, de quem se tornará sucessor, e Galileu. Fruto de suas constantes observações do planeta Marte, Kepler publica, em 1609, uma de suas obras fundamentais: Nova astronomia. Impressionado com a variação dos movimentos de Marte e estudando os trabalhos de Brahe, ele chega a uma conclusão que rompe com as opiniões de um milênio de estudos astronômicos: os movimentos dos astros celestiais são elípticos e não, como se imaginava, circulares.

As três leis de Kepler

Duas das três leis que passariam a ser conhecidas pelo nome do astrônomo foram publicadas em Astronomia nova. A terceira se encontra no livro Sobre a harmonia do mundo, obra que, cinqüenta anos depois, permitiria que Newtondescobrisse a lei da gravitação universal. As três leis de Kepler podem ser assim resumidas: 1ª) as órbitas dos planetas em torno do Sol são elipses, nas quais o Sol ocupa um dos focos; 2ª) no movimento de cada planeta, as áreas varridas pelo raio vector que une o planeta ao Sol são proporcionais ao tempo gasto para percorrê-las; 3ª) os quadrados dos tempos das revoluções siderais dos planetas são proporcionais aos cubos dos grandes eixos de suas órbitas. Depois de Sobre a harmonia do mundo, Kepler se dedica à preparação de um mapa que representasse, com a precisão possível na época, as posições planetárias. O resultado é a obra Tábuas rudolfinas, que foi utilizada por mais de um século no cálculo das posições planetárias. Muitas das idéias de Kepler levaram anos para serem compreendidas. Dentre elas, sua observação de que a velocidade de um astro aumenta em relação direta à proximidade de seu ponto de atração, o que foi elucidado pela lei da gravitação e por outras observações do cosmo. Vivendo em um período de intolerância religiosa, quando as idéias e as teorias científicas tinham de partir do pressuposto de que a Terra era o centro imutável do universo, Kepler desenvolveu um trabalho pioneiro.
Galileu e o telescópio
Da luneta de Galileu aos telescópios espaciais Em 1609, Galileu conseguiu construir um telescópio que aumentava 30 vezes a imagem e conseguiu observar os satélites de Júpiter. O instrumento chamado luneta era também conhecido como telescópio de refração, um instrumento que se baseou nas propriedades das lentes côncavas e convexas. Os espelhos planos são de uso mais comum. O telescópio de reflexão é um instrumento derivado da luneta que utiliza além de lentes, a propriedade de reflexão dos espelhos, um dos maiores é o hale, da Califórnia, com 5 metros de diâmetro e pesando 14,5 toneladas. O telescópio Hubble Embora já obsoleto, é o mais sofisticado já colocado no espaço até hoje. Lançado pelo ônibus espacial Discovery, em 25 de abril de 1990, sua órbita gira em torno de 612 km da superfície terrestre, devendo permanecer em operação por 20 anos. Já tirou fotos de Marte; registrou tempestade em Saturno, fotografou Plutão e seu satélite Caronte e detectou conglomerados de estrelas a bilhões de anos luz de distância. Graças a tal equipamento, foi mudada a concepção sobre a formação das galáxias. Galileu e a santa inquisição

Galileu Galilei
O grande físico e astrônomo italiano, Galileu Galilei, nasceu na cidade de Pisa em 15 de fevereiro de 1564, filho de Vicenzo Galilei e Julia Ammanati di Pescia. 
Seu pai, embora pertencente da nobreza, era pobre, mas de cultura respeitada e com um espírito contestador das ideias vigentes; desejava uma sólida posição para seu filho que, aos 17 anos, foi encaminhado para o estudo de medicina, por ser uma profissão lucrativa. Porém, a carreira médica não foi muito atraente para Galileu e seu espírito irrequieto fez com que se interessasse por outros tipos de problemas. 

Galileu ainda cursava o segundo ano do curso de medicina – que jamais concluiu, por achar desinteressante – quando descobriu sua vocação para a matemática e as ciências naturais. Conta-se que, certa vez, observando despreocupadamente as oscilações de um lustre da catedral de Pisa, Galileu interessou-se em medir o tempo de cada oscilação, comparando-o com o número de batidas de seu próprio pulso. 
Surpreso, verificou que, embora as oscilações se tornassem cada vez menores, o tempo de cada oscilação permanecia sempre o mesmo. Repetindo a experiência em sua casa, utilizando um pêndulo feito com uma pedra amarrada a um fio, este resultado foi confirmado, verificando que o tempo de uma oscilação dependia do comprimento do fio. Com essa descoberta ele inventou o pulsillogium, uma espécie de relógio utilizado para medir a pulsação. Esta seria sua última contribuição para a medicina. 
O encontro de sua verdadeira vocação científica o fez abandonar a universidade contra a vontade de seu pai, e dedicou-se por conta própria aos novos estudos. Em 1585, Galilei foi para Florença, onde manteve contato com os intelectuais que frequentavam a casa de seu pai, o que enriqueceu bastante sua formação filosófica e literária. 
Voltado agora para o estudo do pêndulo, Galileu descobriu que, independente do peso do corpo suspenso na extremidade de um fio, o tempo de oscilação é o mesmo, tanto para um corpo leve quanto para um corpo pesado. 
Esta descoberta o fez concluir que duas pedras de tamanhos e pesos diferentes levariam o mesmo tempo para cair, isto é, para se deslocar da posição mais alta até a posição mais baixa de uma mesma trajetória. Descobriu então que o movimento pendular e a queda livre são provocados pela mesma causa (gravidade). 
Além de seus trabalhos no campo da mecânica, Galileu contribuiu para o desenvolvimento da Astronomia. Em virtude de sua grande habilidade experimental, ele construiu o primeiro telescópio para o uso em observações astronômicas. 
Suas observações o levaram a grandes descobertas que contrariavam as crenças filosóficas e religiosas da época, as quais eram baseadas nos ensinamentos de Aristóteles. 
Galileu descobriu que o planeta Vênus apresenta fases, como as da lua, e esta observação o levou a concluir que o planeta gira em torno do Sol, como afirmava o astrônomo Nicolau Copérnico em sua teoria heliocêntrica. 
Com isso, ele passou a defender e divulgar a teoria de Copérnico, de que a Terra, assim como os demais planetas, se move ao redor do Sol. Estas ideias foram apresentadas em sua obra Diálogos sobre os Dois Grandes Sistemas do Mundo, publicado em 1632. 
A publicação dessa obra foi condenada pela Igreja. Em 1633, a Santa Inquisição prendeu e julgou Galileu por heresia. 
Para evitar que fosse queimado vivo, Galileu Galilei se viu obrigado a renegar suas ideias através de uma confissão, lida em voz alta perante o Santo Conselho da Igreja. 

“Eu, Galileu, filho do falecido Vincenzo Galilei, florentino, de setenta anos de idade, intimado pessoalmente à presença deste tribunal e ajoelhado diante de vós, Eminentíssimos e Reverendíssimos Senhores Cardeais Inquisidores-Gerais contra a gravidade herética em toda a comunidade cristã, tendo diante dos olhos e tocando com as mãos os Santos Evangelhos, juro que sempre acreditei que acredito, e, mercê de Deus, acreditarei no futuro, em tudo quanto é defendido, pregado e ensinado pela Santa Igreja Católica e Apostólica. Mas, considerando que (...) escrevi e imprimi um livro no qual discuto a nova doutrina (o heliocentrismo) já condenada e aduzo argumentos de grande força em seu favor, sem apresentar nenhuma solução para eles, fui pelo Santo Oficio acusado de veementemente suspeito de heresia, isto é, de haver sustentado e acreditado que o Sol está no centro do mundo e imóvel, e que a Terra não está no centro, mas se move; desejando eliminar do espírito de Vossas Eminências e de todos os cristãos fiéis essa veemente suspeita concebida mui justamente contra mim, com sinceridade e fé verdadeira, abjuro, amaldiçoo e detesto os citados erros e heresias, e em geral qualquer outro erro, heresia e seita contrários à Santa Igreja, e juro que no futuro nunca mais direi nem afirmarei, verbalmente nem por escrito, nada que proporcione motivo para tal suspeita a meu respeito." 

Ainda assim, ele foi condenado e obrigado a permanecer em prisão domiciliar pelo resto de sua vida. 
Conta-se que após o veredicto, Galileu proferiu a seguinte frase: “eppur se muove” – “e, no entanto, ela se move”. 
Completamente cego, Galileu morreu em sua casa, próxima a Florença, no dia 8 de janeiro de 1642.
                  


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